Fosfoetanolamina seria a solução?

A fosfoetanolamina foi desenvolvida no início da década de 1990, pelo químico Gilberto Chierice, que atuava no campus de São Carlos do Instituto de Química da USP. Apesar de não ter levado adiante pesquisas sobre a eficácia e a segurança da molécula, o hoje aposentado Chierice passou a produzi-la e a distribuí-la. A partir daí, espalhou-se a crença de que a substância teria efeitos contra variados tipos de câncer. No ano passado, a USP vetou a continuidade da produção. Mais de 500 liminares de pacientes exigindo a droga chegaram ao Judiciário paulista.

A Justiça gaúcha determinou que a Universidade de São Paulo (USP) terá de fornecer a um paciente de Cachoeira do Sul a substância fosfoetanolamina, recriminada pelas entidades médicas, mas encarada como uma esperança de cura por muitos pacientes com câncer. A decisão, de 30 de outubro, é a primeira a ser conhecida no Rio Grande do Sul. A USP já atende a centenas de determinações similares proferidas por tribunais de outros Estados.

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